Companhia de Teatro e Dança Avalon

Companhia de Teatro e Dança Avalon

segunda-feira, 30 de março de 2020

MICHEL FOUCAULT




Minha base de pesquisa, cadeias que geram corpos dóceis, a mão que aleija a vítima de um sistema capitalista, devorando dia a dia, o trabalhador, que tenta sobreviver em meio à um sistema posto, vivemos tempos de trevas, o embate entre a educação libertária, a educação repressora e a vitória da educação, passará sempre por profissionais dedicados, que se esmeram em estudar e se aprofundar em cursos, pós graduação, mestrado e doutorado.
Os profissionais da educação e da arte, estão sempre buscando racionalizar e vivificar em sua labuta diária, as questões que nos inquietam e nos fazem sermos sempre extremamente racionais e empiricos.

" Só posso esperar que não esteja longe o tempo em que as forças, o pelourinho, o patíbulo, o chicote, a roda, serão considerados, na história dos suplícios, como as marcas da barbárie dos séculos e dos países e como as provas da fraca influência da razão e da religião sobre o espírito humano."
Michel Foucault - VIGIAR E PUNIR - HISTÓRIA DA VIOLÊNCIA NAS PRISÕES.
PÁGINA 15
EDITORA VOZES.
Autora: PRISCILA DE FÁTIMA JERÔNIMO

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

A DEUSA ARTE



A arte que me abraçou um dia, foi a Deusa mais dócil, a amante mais sincera, a mão mais amiga, o Cálice que a Deusa Arte me dá todos os dias, me faz ser mais disciplina, me faz ter consciência da dedicação que o tempo me trouxe, durante o processo de formação diária nós vamos nos moldando, feito uma ferramenta cega, pouco usada e ao despertamos para a potencialidade que nosso corpo possui, essa ferramenta tão dadivosa, tão especial que ganhamos ao chegar neste Planeta, torna-se o único instrumento de aprendizado.


É o corpo que dita as regras do que vivemos, é nele que está todas as respostas para as nossas dúvidas e inquietações. É o CORPO.

O Corpo é o seu carro, e nele estão todas as situações que abraçam nosso dia a dia, nessa Jornada Mítica, o papel de vítima pouco auxilia, o papel de vilão não se encaixa muito bem em nosso corpo, não somos o mocinho indefeso e ou a mocinha romântica, não somos a causa, nem o começo e nem o fim de absolutamente nada.

Somos somente um corpo, que possui história, que possui memória, as nossas impressões da realidade é difusa, o veículo físico nos engana, nossas percepções à cerca da real razão de estarmos nesse Orbe é ilusória.

O Ego constroi um Monstro de vaidade que vai se alimentando de pequenos deslizes, nossa mente aceita o doce delírio da superioridade no que fazemos; e o que realmente estamos fazendo ? Reproduzindo o mesmo discurso vazio de todos, a humanidade é igual, temos necessidades reais: fome, sede, frio, medo, dor, apego, sensações do corpo sensório, a mente tem um papel fundamental no que criamos.


Nossas criações mentais partem sempre do pressuposto do que fomos aprendendo desde nossa mais tenra infância, o latejar do desejo, o vomitar da ânsia pela conquista do conhecimento, a maturação das nossas vontades, da realização de nossos instintos, a sexualidade norteando nossa encarnação e tudo se resumindo basicamente em PRAZER.


O Prazer de Comer;

O Prazer de Ouvir;
O Prazer de Ver;
O Prazer de sentir;
O Prazer de tocar;

A humanidade é isso, buscamos a Felicidade que nos deixe satisfeitos, seja em qual âmbito for, nascemos em busca de alimento, crescemos em busca de aprovação, envelhecemos em busca de saúde e morremos tentando provar que fomos bons, sinceros e verdadeiros.
O Cemitério está repleto de sonhos, e a Morte - é a única certeza que temos.
Nascemos para morrer e vivemos fugindo dela, que doce dicotomia.

Irônias do Além túmulo.


AUTORA: PRISCILA DE FÁTIMA JERÔNIMO


Autora: Priscila de Fátima Jerônimo